#RPGaDay – quarta semana

#RPGaDay 26:RPG favorito que ninguém mais quer jogar: Pokéthulhu! É também um jogo cuja versão brasileira eu gostaria de ter.

 

#RPGaDay 26:ficha de personagem mais legal: a primeira ficha de personagem que eu mesmo fiz, para O Senhor dos Aneis RPG. Eu não tinha computador na época, então fiz ela toda à mão, algo que surpreendeu muita gente, graças à minha paciência para escrever com letras pequenas e desenhar detalhes.

 

#RPGaDay 27: jogo do qual eu gostaria de ver uma nova edição: eu gostaria de um dia, ver uma edição de 3D&T que desamarrasse o jogo de Tormenta e de suas influências diretas, que eliminasse todos os desenhos de figuras femininas com seios grandes e que fizesse jus ao potencial abstrato do jogo, talvez escrita por Bruno Schlatter, que inclusive tem um texto muito interessante sobre 3D&T, o BD&T.

 

#RPGaDay 28: jogo mais assustador que já joguei: Call of Chtuhlu. Quase todo mundo terminou morto ou louco, confirmando as teorias.

 

#RPGaDay 29: encontro mais memorável: pra mim, foi quando eu coloquei Kuchiki Byakuya, do anime Bleach, contra os personagens dos jogadores no desafio de Nimb na Libertação de Valkaria.

 

#RPGaDay 30: RPG mais raro que eu possuo: a caixa preta número 10 da primeira edição de Old Dragon.

 

#RPGaDay 31: RPG favorito de todos os tempos: Dungeons & Dragons. Mas eu tenho que me explicar: eu não gosto muito de nenhuma das edições de D&D, e se há alguma edição interessante é a primeira e, talvez, a segunda. Mas esse é o primeiro RPG, e seu conceito é maior que qualquer uma de suas edições. Afinal, qualquer jogo que tente emular ou se inspire nas primeiras edições de D&D é D&D; qualquer jogo que use as regras da terceira edição, o sistema d20, mesmo que possua uma ambientação totalmente diferente, é D&D; qualquer jogo que se inspire em seus conceitos, raças, classes, paradigmas, etc., é D&D; qualquer jogo em que personagens se aventurem, enfrentem inimigos, conquistem tesouros e cresçam em poder é D&D; Praticamente qualquer RPG é D&D; Vampiro: a Máscara, geralmente, é D&DWorld of Warcraft é D&D; Toda uma mitologia, todo um paradigma de jogo é D&D. Não há como negar nosso ancestrais.

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#RPGaDay – terceira semana

#RPGaDay 18: sistema de jogo favorito: meu sistema de jogo favorito é Risus: The Anything RPG. Ele é o único que dá liberdade quase que total ao jogadores. Isso é importante para mim porque, ao meu ver, a maior falha dos sistemas de RPG é impedir a criação dentro das regras de personagens únicos, diferentes, com características estranhas e interessantes. Eu costumo querer que a história do personagem venha antes de sua mecânica e esta a acompanhe, e não o contrário, e poucos sistemas permitem tão bem que a história do personagem se reflita em suas características mecânicas.

 

#RPGaDay 19: aventura publicada favorita: a Libertação de Valkaria foi a maior campanha que eu mestrei em Tormenta, e a aventura pronta que mais divertiu nosso grupo.

 

#RPGaDay 20: ainda jogarei daqui a 20 anos: acho que, se eu conseguir jogar RPG daqui a 20 anos, só se for Risus.

 

#RPGaDay 21: RPG licenciado favorito: o único RPG licenciado que eu tenho é O Senhor dos Aneis RPG. Acho que seria interessante falar hoje sobre um RPG que eu não tenho, mas gostaria muito de ter: um bom RPG oficial no universo de Star Wars. O problema é que eu não gosto de nenhum jogo oficial baseado em Guerra nas Estrelas lançado até hoje. Talvez uma boa adaptação para Space Dragon resolva meu problema, mas ainda assim vou sentir falta de ter um livro bonito e funcional de um RPG de Star Wars.

Se bem que… vale a pena falar também de um RPG de Matrix. Por que não foi lançado nenhum jogo oficial? Eu tentei alguns sistemas, e o que mais deu certo foi um sisteminha freeform – vou falar dele aqui em breve.

 

#RPGaDay 23: produto de RPG mais bonito: os RPGs da Redbox são todos lindos, mas Blood & Honor é demais.

 

#RPGaDay 24: RPG mais complicado que eu possuo: Mutantes & Malfeitores. Eu até gosto do jogo, mas simplicidade pra mim é essencial.

#RPGaDay 14, 15, 16 e 17

Esses quatro dias de RPGaDay correspondem aos quatro dias da GenCon, a maior convenção de RPG do mundo, e por isso os temas têm a ver com convenções. Eu só fui a uma convenção de RPG a minha vida inteira – a RPGCon de 2011.

#RPGaDay 14: melhor compra em convenção: então, na única convenção que eu fui, eu comprei minhas únicas miniaturas: um kit de miniaturas de Old Dragon (personagens icônicos). Eu não sou muito fã de usar grid e miniaturas em jogo, mas eu queria ter mais minis do OD, porque elas são lindas!

 

#RPGaDay 15: melhor jogo de convenção: nessa convenção, eu mestrei minha aventura para Old Dragon, A Fome Amarela (que pode ser encontrada aqui). O jogo durou a manhã e a tarde, e foi quase tudo que eu fiz na RPGCon. Mas compensou! O jogo foi ótimo, e eu ainda conheci uns caras muito legais.

 

#RPGaDay 16: jogo que eu mais desejava possuir: aqui caberia uma lista! Mas, por enquanto, vou me ater a um jogo que será lançado futuramente no Brasil via financiamento coletivo e que eu gostaria de poder adquirir (mas acho que não vou poder): Numenera. O jogo tem um conceito forte e interessante, um sistema simples e coeso, e o livro é lindo.

 

#RPGaDay 17: jogo mais divertido que eu já joguei: pra ser justo, vou dividir esse aqui em duas partes. A primeira vai para meu grupo antigo, e fica com nosso sistema próprio de Final Fantasy X/X-2. Foi a campanha mais longa que já joguei, e isso faz uma grande diferença. Já dos meus jogos mais recentes, aquele que rendeu maior diversão foi meu playtest de Gamma Dragon. Eu quero muito encontrar tempo e motivação para terminar esse jogo porque quando estiver pronto e ilustrado pela minha noiva (algumas ilustrações já estão prontas), vai ser demais!

#RPGaDay 11, 12 e 13

Mais uma vez, três dias de RPGaDay num único post!

#RPGaDay 11: o RPG mais estranho que eu conheço: o tema original era “o RPG mais estranho que eu tenho”, mas eu ganho salário de professor, então vocês podem imaginar que não tenho tantos jogos assim. E nenhum deles é tão estranho. Mas eu adoro vasculhar a internet atrás de todos os RPGs existentes, e alguns são bem estranhos. Destes, um dos mais estranhos, aquele que eu mais gostaria de ter e que mais me inspira é HOL – Human Occupied Landfill. O design, o texto, as ilustrações, a ambientação, a regras, tudo é absurdo, provocativo e muito divertido! Tem até um suplemento cujo título é um palavrão!

 

#RPGaDay 12: RPG velho que eu ainda jogo ou leio: meu RPG mais velho é a versão turbinada de 3D&T, e de vez em quando eu me vejo lendo ele e seus suplementos. É legal lembrar os velhos tempos e os jogos que nos divertiram.

 

#RPGaDay 13: morte de personagem mais memorável: como eu já disse, eu tive poucos personagens, e nenhum deles morreu de fato. Mas meu personagem favorito, Valmour Guado, era um personagem de Final Fantasy, jogo em que os personagens morrem e são ressuscitados o tempo todo (alguns preferem dizer que eles são nocauteados, mas eu acho minha interpretação mais interessante). E das muitas vezes que ele “morreu”, a mais memorável foi quando ele se jogou dentro de uma Ultima em formação, agarrado ao vilão da aventura, uma “reencarnação” de Seymour Guado. O mestre achou estranho eu fazer isso, mas eu disse “ei, depois é só usarem um Phoenix Down, certo?”. Jogadores e suas ações inesperadas…

#RPGaDay 10: jogo favorito baseado em um livro

Para esse décimo dia do RPGaDay eu vou fazer uma mudança no tema original (romance inspirado em RPG favorito), porque eu nunca li literatura inspirada em RPG, como os romances de R. A. Salvatore. Então vou aproveitar para lembrar uma das minhas sessões mais inesquecíveis! O novo tema será: jogo favorito baseado em um livro.

Era meu aniversário de 16 anos, há quase 10 anos atrás, e eu resolvi mestrar O Senhor dos Aneis RPG para dois amigos, mas ambientado na Primeira Era. Eu li o Silmarillion, desenhei um mapa da cidade de Gondolin e narrei uma aventura que se passou durante a Queda de Gondolin. Não vou conseguir me lembrar todos os eventos da aventura, mas me lembro que coloquei os personagens bem integrados com a história – eles ajudaram a salvar Eärendil e conseguiram escapar da cidade pela Fenda das Águias.

Foi assim que meu grupo de jogo principal começou, e também a fase legal da minha vida (até aí a vida não tinha sido muito legal não). Obrigado, J. R. R. Tolkien!

#RPGaDay 7, 8 e 9

Desta vez trago três dias de RPGaDay num único post!

#RPGaDay 7: o RPG mais intelectual que eu possuo

O RPG mais intelectual que eu possuo é Busca Final! Pra quem quiser conhecer, o pdf está disponível aqui (liberado pelos próprios autores, é claro). Eu confesso que não gostei muito do sistema (achei um pouco confuso), mas a temática é muito interessante.

 

#RPGaDay 8: meu personagem favorito

Eu não tive muitos personagens, mas sem dúvida aquele com o qual eu mais joguei, e que mais me divertiu, foi Valmour Guado, um mago negro da raça guado de nosso sistema próprio no mundo de Final Fantasy X. Foi uma campanha de 18 meses, mestrada por um grande amigo, com histórias que serão lembradas por toda a vida. Uma das coisas mais divertidas que aconteceram comigo em RPG foi quando o mestre invocou a regra – criada por mim para outro jogo – “tire um 10 no d10 e você conseguirá”. Eu fiz uso desta regra três vezes na mesma sessão, e três vezes seguidas eu tirei um 10 e consegui o que queria. Foi uma comoção na mesa! O mestre me disse então que, se eu tirasse mais um 10, poderia fazer o que quisesse. Eu rolei de novo, e tirei um 4. Depois rolei de novo e tirei um 10, mas, é claro, não valeu. Bons tempos…

Nome: Valmour    Raça: Guado    Classe: Mago    Especialização: Mago Negro    Nível: 66    Fiends Mortos: 120

Atributos: STR 7, DEF 7, HP 10 (100), AGI 13, ACC 13, EVA 15, MAG 23+2, MDEF 17+1, MP 17 (170).

Habilidades (MP): thunder (5), thundara (10), thundaga (15), thundaja (50), fire (5), fira (10), firaga (15), blizzard (5), blizzara (10), blizzaga (15), water (5), watera (10), waterga (15), demi (50%), gravity (100%), holy (25), bio (15), drain (15), osmose (1), protect (5), dispel (5), focus, barrier, calm down, doublecast, triplecast, guardian, master black mage.

Habilidades Extras e Raciais: chemist, taming, knowledge: fiends, mp stroll, 1 mp cost, magic booster.

Desvantagens: slow vulnerability, sleep vulnerability.

Status Atuais: haste (AGI 26, EVA 30).

Arma: undead mog (voodoo; MAG +2, zombie strike, magic booster).

Armadura: thundaja mantle (manto; MDEF +1, lightning eater, auto-haste).

Acessórios: ragnarök (1 MP cost) cat nip (s.o.s. ???).

Overdrive: wizardry (fury 1d6+1 magias negras; megafury 1d10+1 magias negras; nova 1d10+1 magias negras potencializadas).

 

#RPGaDay 9: dado ou conjunto de dados favorito

Recentemente eu comprei um kit de dados da China, baratos e de boa qualidade. E veio um d30! Eu estou querendo criar um jogo que use dados de 30 lados só pra botar essa belezinha pra rolar!

#RPGaDay 6: RPG favorito que nunca consegui jogar

Eu mestrei relativamente pouco, e joguei menos ainda, pois comecei a jogar RPG tarde e, depois que saí da cidade em que cresci, não consegui formar outro grupo. Acho que não jogar RPG o tanto que eu queria é uma das minhas maiores frustrações. Então, fica difícil escrever sobre o tema de hoje, não por falta de assunto, mas por excesso! São tantos os RPGs que eu gosto e que nunca pude jogar, que nem sei por onde começar.

Além disso, fica difícil dizer que um jogo é meu favorito se eu nunca joguei ele. Afinal, a gente nunca sabe se vai ser divertido até jogar. Mas eu resolvi escolher Blood & Honor para o post de hoje, por muitos motivos.

Em primeiro lugar, a versão brasileira do jogo é linda. Eu tenho a caixa de luxo, e não me arrependo de ter gastado o que gastei nela. Seu único problema é a tradução e a revisão, mas nada que atrapalhe o jogo.

Em segundo lugar, John Wick é um de meus autores favoritos. Seu estilo é único: ele não se preocupa muito com equilíbrio ou mesmo consistência, mas seus jogos são elegantes e inovadores, e sua abordagem narrativa é fantástica.

Em terceiro lugar, apesar de usar uma mecânica que eu não gosto muito por seus problemas matemáticos (pilhas de dados), o sistema narrativo de B&H (tire pelo menos 10, use dados como apostas para dar mais detalhes à narrativa) é muito bonito e parece funcionar muito bem. Esse sistema é explorado de muitas maneiras, de modo a oferecer  muitas opções e tornando o jogo inesgotável, o que é muito importante para um jogo mais voltado para campanhas (o que não é o caso de outros jogos de John Wick – por exemplo, Shotgun Diaries).

Por fim, eu amo samurais. A ideia de guerreiros habilidosos e mortais, mas ao mesmo tempo pensadores e poetas, me encanta. Eu tenho até um jogo envolvendo samurais, embora noutra roupagem – O Caminho do Pistoleiro – e uma de suas inspirações é justamente Blood & Honor.

Esse é o jogo que eu mais gostaria de poder jogar, mas sei que isso é quase impossível. Precisaria de muita dedicação por parte dos jogadores, tempo para uma campanha bem jogada… Mas quem sabe, um dia!