#RPGaDay – terceira semana

#RPGaDay 18: sistema de jogo favorito: meu sistema de jogo favorito é Risus: The Anything RPG. Ele é o único que dá liberdade quase que total ao jogadores. Isso é importante para mim porque, ao meu ver, a maior falha dos sistemas de RPG é impedir a criação dentro das regras de personagens únicos, diferentes, com características estranhas e interessantes. Eu costumo querer que a história do personagem venha antes de sua mecânica e esta a acompanhe, e não o contrário, e poucos sistemas permitem tão bem que a história do personagem se reflita em suas características mecânicas.

 

#RPGaDay 19: aventura publicada favorita: a Libertação de Valkaria foi a maior campanha que eu mestrei em Tormenta, e a aventura pronta que mais divertiu nosso grupo.

 

#RPGaDay 20: ainda jogarei daqui a 20 anos: acho que, se eu conseguir jogar RPG daqui a 20 anos, só se for Risus.

 

#RPGaDay 21: RPG licenciado favorito: o único RPG licenciado que eu tenho é O Senhor dos Aneis RPG. Acho que seria interessante falar hoje sobre um RPG que eu não tenho, mas gostaria muito de ter: um bom RPG oficial no universo de Star Wars. O problema é que eu não gosto de nenhum jogo oficial baseado em Guerra nas Estrelas lançado até hoje. Talvez uma boa adaptação para Space Dragon resolva meu problema, mas ainda assim vou sentir falta de ter um livro bonito e funcional de um RPG de Star Wars.

Se bem que… vale a pena falar também de um RPG de Matrix. Por que não foi lançado nenhum jogo oficial? Eu tentei alguns sistemas, e o que mais deu certo foi um sisteminha freeform – vou falar dele aqui em breve.

 

#RPGaDay 23: produto de RPG mais bonito: os RPGs da Redbox são todos lindos, mas Blood & Honor é demais.

 

#RPGaDay 24: RPG mais complicado que eu possuo: Mutantes & Malfeitores. Eu até gosto do jogo, mas simplicidade pra mim é essencial.

RPGenesis 2014 – Semana do Editor – Risus

Está terminando a Semana do Editor do RPGenesis 2014. Eu fiz minha contribuição e hoje trago a vocês minha versão de Risus: The Anything RPG.

Risus é meu sistema favorito, mas ele tem os seus problemas. O principal deles é a mecânica básica de pilhas de dados, que não funciona muito bem – quem está familiarizado com o sistema já ouviu falar sobre a grande diferença entre os valores dos clichés. Minha versão deste sistema parte da resolução deste problema principal e acaba tentando resolver também outros probleminhas.

Em Meu Risus, o valor do Conceito – que é como eu chamo o cliché – determina um par de dados rolados nos testes. Um Conceito de valor 1, por exemplo, equivale a 2d4; um Conceito de valor 2, a 1d4+1d6; e assim em diante. Desta forma, a diferença entre os valores não é tão grande e, ao mesmo tempo, o valor do Conceito apenas já determina que dados devem ser rolados (eu não queria fazer um sistema em que, por exemplo, o valor do Conceito determinasse um bônus a ser somado a um dado).

Também saíram do sistema as dificuldades fixas. Toda rolagem é um teste resistido entre dois ou mais Conceitos, e vence quem obtiver o maior resultado. Isso torna o trabalho do narrador mais interessante, a meu ver, uma vez que ele construirá o cenário e seus desafios usando conceitos como Montanha Escarpada (4), Rio Caudaloso (3), etc.

A mecânica de evolução também mudou, e agora sempre que o personagem falha em uma rolagem de evolução, ele recebe pontos que a tornam cada vez mais fácil. Assim, em algum momento o valor do Conceito acabará aumentando, a evolução não mais dependendo apenas da sorte nos dados.

A maioria das outras mecânicas não muda muito. Meu Risus ainda traz como opções para personagens equivalentes aos Hook, TaleLucky Shots, Questing Dice, Sidekicks and Shieldmates e Double-Pump Clichés. E eu até mesmo desenhei meus próprios Little Cartoon Bastards!

Para baixar Meu Risus, basta clicar aqui.