Gamma Dragon – o segundo playtest

Ontem rolou o segundo playtest de Gamma Dragon e, mais uma vez, foi uma sessão extremamente divertida. No primeiro playtest, pude verificar que as mutações estavam pouco diversificadas. Então a principal mudança no sistema de lá pra cá foi a adição de diversas mutações. O sistema de equipamentos também mudou, aumentando as possibilidades.

Três jogadores participaram da sessão, e novamente utilizamos o método gama de criação de personagens, totalmente aleatório. Obtivemos então: um humano/animal (mamífero) cujas principais mutações eram braços extras e ataque de toque (elétrico), e o jogador interpretou os resultados criando um centauro de quatro braços que portava um facão; um humano/inseto (aranha) cujas principais mutações eram veneno, duas cabeças e metamorfose, e o jogador interpretou os resultados criando um homem-aranha estilo Venom com olhos atrás da cabeça; e uma inseto/animal (mamífero) cujas principais mutações eram atração, escalador e escavador, e a jogadora interpretou os resultados criando uma macaca com pernas de grilo chamada “macaca louca”.

Após a criação dos personagens, eu comecei a narração, os colocando como membros de uma mesma família de uma tribo de sobreviventes. Eu resgatei características da tribo do primeiro playtest (o líder Rukhul, a família Fofa e o NPC Zé Feioso), mas a fiz bem mais avançada. A tribo possuía um santuário que continha um altar do trovão, um receptáculo de discos de luz e um portal para o passado (quer dizer, um gerador, um aparelho de dvd e uma tv de plasma). Dois cachorros-ciborgue exploradores encontraram uma caixa contendo dois discos de luz, mas com espaço para três. A tribo assiste aos discos de luz (um deles tem, na capa, uma paisagem desértica e um número IV, e o outro tem uma paisagem ártica e um número V), que continham nada mais nada menos que os episódios IV e V de Star Wars (para essa aventura eu me inspirei nesse post no reddit). Todos na tribo quiseram saber como terminava essa história sobre o passado, que todos (exceto o Zé Feioso) acreditavam ser real.

Os personagens dos jogadores se candidataram para buscar o terceiro disco, e o Zé Feioso foi com eles. Eles rumaram para as ruínas do sul, e lá encontraram um pendrive em forma de Chewbacca, um modem wi-fi e um notebook (tudo isso foi rolado aleatoriamente!). Eles não conseguiram muita informação com estes itens agora, mas eles foram úteis mais tarde. Mais ao sul, havia um deserto, e eles foram investigar. Lá vivia uma tribo de homens-cobra. Uma tentativa falha de contato pacífico (por dificuldades de comunicação) levou a um combate contra o líder da tribo (que tinha uma lança conectada a uma pistola laser) e os demais homens-cobra, que estavam desarmados porque a macaca louca roubou suas lanças. O centauro eletrificante foi o principal responsável pela vitória, e os personagens conseguiram sair da tribo com um monte de DVDs, que eles os homens-cobra usavam como decoração. Porém, nenhum deles era o episódio VI de SW.

A busca continuou, e mais ao sul eles chegaram a um território gelado. Lá eles acabaram pegando no sono ao descansar e acordaram presos de cabeça para baixo numa caverna, como aconteceu com Luke em Hoth. Um yeti apareceu e houve um novo combate, finalizado pelo Zé Feioso, que não havia sido capturado. Continuando seu caminho, os personagens chegaram a uma ruína antiga onde havia uma alta torre com um disco no topo, que já alcançava as nuvens. No interior da torre eles enfrentaram uma aranha robótica, que por uma falha crítica foi desativada por falta de energia. No topo, eles encontraram uma tribo cujo líder se vestia como Darth Vader. Eles conseguiram se comunicar, e puderam assistir ao episódio VI (aquela tribo havia assistido toda a trilogia antiga, por isso eles “louvavam” Vader).

Antes que pudesse partir com uma cópia feita no notebook, três homens encapuzados em motos voadoras chegaram e inquiriram o NPC vestido de Vader onde estava o Imperador (eles eram membros de uma tribo que havia assistido apenas os episódios I, II e III, e por isso acreditavam que o Império ainda existia e queriam fazer parte dele). Vader os atacou (ele de fato tinha poderes de telecinésia!) e os personagens o ajudaram. Os invasores foram derrotados (principalmente atropelados pela macaca louca numa das motos), e os personagens puderam retornar com o sexto episódio para casa. Que aventuras os aguardarão quanto eles souberem da existência dos episódios VII, VIII e IX? Bem, esse foi um resumo da aventura, na qual muito mais coisa aconteceu. O playtest me deixou bem feliz, e também agradou os jogadores. Espero poder trazer mais notícias sobre esse jogo em breve!

Gamma Dragon – o primeiro playtest

Ontem, por falta de alguns jogadores da minha campanha de Tragoedia, rolou o primeiro playtest de Gamma Dragon. E o jogo foi MUITO divertido!

Os dois jogadores usaram o método padrão de criação de personagens, totalmente aleatório, e obtiveram uma mulher-piranha (cuja jogadora interpretou como mal humorada e de fome insaciável) e um réptil-planta (cujo jogador interpretou como um monstro do pântano de poucas palavras – apesar de seu alto valor de comunicação fazer com que ele seja sempre entendido).

A maioria das mutações obtidas apenas modificou atributos e subatributos. O monstro do pântano também tinha passos leves e vulnerabilidade a frio/gelo, enquanto que a mulher piranha era vulnerável a calor/fogo.

E então começamos o jogo. Os personagens foram acordados de seu descanso por um tumulto em sua tribo. Eles ficaram sabendo, pelo Zé Feioso (personagem que seria considerado, em nosso mundo, um humano normal de beleza acima da média, e que estranhamente possui muitos conhecimentos sobre os Antigos e seu modo de vida), que a Fofinha, filha menor da família dos Fofos (homens-coala muito fofos) estava doente. A mãe da família, a Dona Fofa, pediu que eles ajudassem, e eles não puderam dizer não, porque ela era fofa demais.

O sábio da tribo, Rukhul (um homem velho com cabelos e barba de rúcula), disse a eles que a menina sofre de doença da energia colorida (traduzindo, ela sofre os efeitos da exposição à radiação), e que ele precisaria de uma flor que cresce no topo da montanha ao norte para curá-la. Assim, para lá partiram os dois personagens dos jogadores, acompanhados pelo Zé Feioso (apesar de protestos do sábio, que não acreditava que ele fosse capaz de sair em uma busca).

Saindo da tribo, que fica no topo de uma colina enlameada, os personagens avistaram a descida da colina, cheia de pedras lisas e geométricas, e lá embaixo, uma ruína dos Antigos, cheia de casas altas e quadradas e trilhas elevadas (que o Zé Feioso chamou de “cidade com muitos prédios e viadutos”, embora ninguém tenha entendido) e, além dela, a montanha. A mulher piranha escorregou e quase morreu só de cair colina abaixo, mas o Zé Feioso a curou.

Eles entraram na ruína e, por recomendação do monstro do pântano, tomaram uma rota mais furtiva, seguindo o Zé quando ele abriu um bueiro e entrou no “esgoto”. Nos túneis alagados eles enfrentaram drakolds (aleatoriamente obtidos do Bestiário do Old Dragon, uma vez que os monstros do Gamma Dragon ainda não estão prontos), que apagaram sua tocha e deixaram todos no escuro. Mas eles conseguiram vencer e seguiram seu caminho (a mulher piranha comeu uns  drakolds e guardou outros pra comer mais tarde).

Eles saíram num “shopping”, cheio de neons coloridos e lojas em ruínas, e encontraram algumas bugigangas aleatórias, como um capacete de ciclista e um nivelador de bolha. o Zé achou um smartphone, que ele intuitivamente sabia usar, e numa rolagem aleatória impressionante, o monstro do pântano encontrou outro smartphone! Agora os jogadores teriam um meio eficaz de se comunicar à distância e poderiam jogar joguinhos! Mas o monstro do pântano comeu seu celular, para o desespero do Zé Feioso. No shopping eles também encontraram um robozinho companheiro que soltava raios laser pelos olhos, mas o derrotaram rapidamente. Na cidade, o Zé Feioso ficou doente por causa da radiação, e decidiu esperar pela cura que os personagens trariam.

Saindo da cidade e chegando a montanha, facilmente escalada graças à força do monstro do pântano e à sua picareta, eles avistaram uma caverna na qual uma tribo com muitos seres diferentes era escravizada por homens-coelho para minerar cristais. Os personagens incitaram uma rebelião, o que ajudou muito a tribo, mas também colocaram fogo em sua caverna, o que não foi legal. Os homens-coelho fugiram, mas eles conseguiram capturar um deles, que disse estar apenas seguindo ordens de um rei cruel e muito, muito fofo.

Eles obrigaram o homem-coelho a levá-los ao seu covil, e quando chegaram lá foram atacados por dois homens-coelho armados com rifles laser. O monstro do pântano foi nocauteado, mas logo foi curado pela mulher-piranha, que venceu os dois inimigos. Enquanto isso, o rei – um gato com asas de morcego que cuspia fogo, apelidado de gato-dragão – vinha até eles. A mulher piranha usou um truque para atrair a atenção do rei, e então o desacordou e o prendeu.

Chegando no topo da montanha, eles encontraram a flor azul que o sábio havia pedido, e quando a retiraram da terra, viram que a raiz da flor era um bebê!

Descendo a montanha, eles foram recompensados com cristais pelo povo da tribo que libertaram. Chegando à sua tribo, eles deram o bebê-flor ao sábio, que ao mesmo tempo fez o remédio da Fofinha e do Zé Feioso e adotou o bebê.

Bem, foi uma aventura muito divertida e engraçada, com muita interpretação por parte dos jogadores, e tudo correu bem com o sistema. O sistema de comunicação funcionou muito bem e rendeu muitas risadas (quando um personagem não entendia o que um NPC de outra tribo falava, eu falava rapidamente e usando metáforas estranhas).