#RPGaDay 5: o RPG mais old school que eu possuo

Continuando com o #RPGaDay, hoje é dia de falar sobre o RPG mais old school que eu tenho: Old Dragon!

Eu conheci o movimento da renascença old school por meio dos blogs brasileiros de RPG, na época em que o Old Dragon estava sendo escrito, acompanhei o processo de sua produção e pude até mesmo adquirir a primeira caixa do jogo (da qual falarei mais num outro dia). O espírito old school me interessou muito, e hoje eu vasculho a internet atrás de todo RPG que se diz old school e tento, em vão, escrever o meu próprio retrojogo.

Além de me iniciar no mundo do RPG old school, o Old Dragon me permitiu reescrever e publicar meu maior RPG até agora, Tragoedia. Quando eu fui questionado por que Tragoedia, que então seria publicado pela Redbox, não usava o sistema do Old Dragon, resolvi experimentar. Foi difícil no começo, mas com a ajuda do Space Dragon eu consegui mudar o sistema do jogo, e com isso Tragoedia evoluiu muito. O jogo não seria o que é hoje se não fosse o Old Dragon.

Old Dragon possui muitas características que o tornam um grande jogo. Em primeiro lugar, foi escrito por quem ama D&D, para quem ama D&D e porque se ama D&D – ou seja, foi criado com dedicação, para uma comunidade, com fidelidade às raízes e sem visar o lucro – características que faltaram à quarta edição e que fizeram dela o fracasso que ela foi, fracasso esse que deu o pontapé final para o ressurgimento do old school.

O engraçado é que pode-se dizer, portanto, que OD foi escrito por amadores; mas o produto final é de um profissionalismo que se destaca no RPG nacional e até mesmo no RPG mundial. A produção, a execução, a divulgação, a comercialização, tudo é perfeito na Redbox. As únicas críticas que eu tenho à editora – e eu sou um chato de galochas – são quanto a alguns erros de tradução e revisão em alguns produtos estrangeiros e, é claro, o fato de que eles não publicaram o Tragoedia. Mancada.

E o sucesso do Old Dragon não me deixa mentir. Acho eu que OD fica atrás apenas de Tormenta nas disputas de “RPG mais bem sucedido no Brasil em nossos tempos” e “RPG nacional mais bem sucedido de todos os tempos”. Materiais para o jogo proliferam-se na rede, e temos até mesmo jogos que usam as suas regras como base – Space Dragon e Tragoedia. Eu tenho projetos inacabados para mais dois – Gamma Dragon e Dragonjammer – mas eu tenho um monte de projetos inacabados e quase nenhum tempo, então sabe-se lá se esses jogos vão sair algum dia.

No que diz respeito ao sistema, acho que OD atinge seu alvo na mosca – um jogo com raízes no old school, mas bem executado, simples e claro; um livro pequeno, como eu gosto, mas bem aproveitado. É claro que o alvo poderia ser outro; eu, por um  lado, tenho mais simpatia por raças como classes de personagem, jogadas de proteção contra baforada de dragão e paralisia e monstros com menos números; e, por outro lado, também prefiro um jogo com rolagens mais uniformes, atributos mais relevantes e um polimento mais moderno (e por isso estou escrevendo a segunda edição de Tragoedia). Mas a questão é que OD busca um objetivo claro e o alcança por completo, algo que pode parecer simples para alguns, mas não para um filósofo e um crítico chato como eu.

Eu não joguei OD tanto quanto eu queria, e por isso talvez ele pudesse ser tema de amanhã também. Mas ele ainda vai reaparecer aqui muitas vezes nesse mês…

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